Quem tem dinheiro compra o tempo de quem não tem para desfrutar mais da vida.

O TRABALHO NÃO É MUITO APRECIADO COMO VIA PARA A FELICIDADE(Sigmund Freud)

Um tema muito interessante para debate. Mas, primeiramente, é preciso saber diferenciar trabalho- o apontado pelo autor do texto- de outra atividade, como a atividade de um pintor, de um escritor, de um poeta e etc.

Trabalho

Todo ser humano, para viver, precisa trabalhar de um jeito ou de outro. Se fôssemos primitivos, estaríamos tirando nosso sustento na caça, pesca ou outra atividade braçal. Na sociedade sofisticada a qual vivemos, para garantir o necessário para sobrevivência, temos que exercer alguma atividade remuneratória e, no mundo o qual vivemos, somente uma minoria se dá ao luxo de escolher o ofício que melhor lhe apraz.

A atividade não prazerosa, exercida para adquirir independência financeira, também prejudica o desenvolvimento da mente. A estrutura da sociedade do jeito que é, não oferece muitas opções de realização pessoal, porque, quando o indivíduo fica adulto abraça o primeiro emprego que aparecer. Poucos têm preparo ou condição financeira para ficar esperando por emprego melhor. Isso, só nesse aspecto: trabalho e realização. Se for aprofundar mais no tema vai verificar que existe também o problema de tempo, o tempo de vida que a pessoa dedica ao trabalho que vai fazer falta para se dedicar a si mesmo ou fazer o que gosta.
(Por eu: Zé William)

Um pequeno texto para ilustra a abordagem do tempo, que extraído de um livro que encontrei no sebo, intitulado de: “ LÁ SE FAZ, AQUI SE PAGA (Página: 223 e 224 ( CAPÍTULO XX Os recém-chegados.)

“ – Nesse caso, o tempo cronológico que existe no mundo dos homens, bastante usado para registrar suas atividades, passou a ser moeda de troca entre as pessoas comuns.
– Quem tem dinheiro compra o tempo de quem não tem para desfrutar mais da vida.
– Quem vende perde, quem paga ganha. Qual a fatia da sociedade que tem mais tempo ou menos tempo?
– Todos têm tempo igual. O que diferencia é o período que a pessoa usa para si e o que é vendido no balcão de negócio das empresas e nos órgãos públicos.

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“Então é uma vida análoga à escravidão?
– Como disse, clausura! Uma escravatura moderna onde voluntariamente a pessoa vende seu tempo por dinheiro, obrigando-se a ser lucrativa. Quão mais lucrativa for, maior é o conforto proporcionado pelas vantagens recebidas.”

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Brasileiro da Bahia que gosta de escrever. Escritor/Jornalista que gosta de abordar o cotidiano do seu ângulo de visão.

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