A precariedade na rede de drenagem pluvial potencializa ação da chuva em Conquista

Chuva

Fotografia: Raimundo Laser

Caiu um toró em Conquista  nessa quinta-feira(5) e a cidade, como sempre,   volta a alagar. Isso não é novidade, choveu a cidade alaga e o motivo os conquistenses sabem de cor e salteado; drenagem. A precariedade no sistema da rede de drenagem pluvial, diga-se de passagem, de responsabilidade prefeitura municipal, precisa-se, urgentemente,  de reforma e ampliação.  Pouquíssimas ruas na cidade de Conquista tem esse sistema que permite o escoamento das águas de chuva. E não precisa ser  sabichão para detectar a existência desse sistema,  para isso, basta verificar  se nas  vias públicas  existem ou não  as conhecidas bocas de lobo, àquelas grades que têm formato retangular e situam-se sempre paralelas aos calçamentos de ruas.

O  Alto Maron, por exemplo,  um dos bairros mais alto da cidade,  é raridade encontrar essas famosas tampas grelhadas, conhecidas com tampa de bueiro. Por isso, quando chove, a água descamba morro abaixo carregando, pela força da gravidade, lixo, entulho, areia, pedras e a sujeira das ruas, não tendo por onde escoar vai se avolumando,  quando chega na parte baixa da cidade, chega arrebentando tudo,  com força suficiente para carregar carro, inundar residências e casas comerciais.

O prejuízo financeiro é grande e o desconforto também. Mas o povo já está acostumado, sofre com resignação, não maldiz da chuva por ser uma benção de Deus e também não se  indigna com os transtornos, por não entender que a falta de serviço de saneamento básico  potencializa essa  ação da natureza.
Por: Zé William

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