Pacientes assintomáticos não impulsionam coronavírus, diz OMS

Chefe da unidade de doenças emergentes da entidade, Maria Van Kerkhove, classificou essa forma de transmissão como ‘muito rara’

Em entrevista na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Van Kerkhove, chefe da unidade de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou como extramemente “rara” a propagação do novo coronavírus por meio de pacientes assintomáticos.

“A partir dos dados que temos, ainda parece ser raro que uma pessoa assintomática realmente transmita [o vírus] adiante para um indivíduo secundário”, explicou Van Kerkhove.

Apesar de reconhecer estudos que mostram esse tipo de disseminação — assintomática ou pré-assintomática — em casas de idosos ou ambientes domésticos, a especialista afirma ser necessário mais pesquisas sobre a questão.

“Temos vários relatórios de países que realizam rastreamento de contatos muito detalhado. Seguem casos assintomáticos, seguem contatos. Eles não encontram transmissão secundária em diante”, detalha Van Kerkhove. “É muito raro.”

Com isso, ela recomenda ações governamentais no sentido de identificar e isolar infectados com sintomas. Além do monitoramento de qualquer pessoas que tenha entrado em contato com eles.

A pandemia do novo coronavírus trouxe novos desafios para a limpeza urbana e mesmo domiciliar. Na Itália, os trabalhos de desinfecção tem sido levada a sério. Na foto, um especialista em desinfecção trabalha com roupa de proteção em um resort na praia em Ostia, perto de Roma, na Itália. Como parte da segunda fase de confinamento, foi permitido que os Resorts reabrissem a partir de 29 de maio

Foto: EFE/EPA/EMANUELE VALERI

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