Em novembro de 2024, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) viajou para El Salvador, país governado por Nayib Bukele, para participar do Fórum Parlamentar de Inteligência e Segurança. Durante seu discurso e visitas oficiais, o parlamentar exaltou o modelo de segurança pública salvadorenho e criticou a situação da criminalidade no Brasil. Em seu discurso ele aborda a dramática crise de segurança pública no Brasil, argumentando que o país está sendo corroído por 88 organizações criminosas mapeadas que atuam dentro e fora das prisões. Ele enfatiza que uma parte significativa da população, entre 50 e 60 milhões de brasileiros, vive sob a influência de “governos criminosos” não eleitos, que impõem suas próprias regras, controlam territórios e utilizam o terror como forma de governo. O orador critica veementemente a omissão e cumplicidade do estado oficial brasileiro, alegando que o crime organizado só prospera devido à tolerância política e a um sistema de justiça que, através de mecanismos como as audiências de custódia, enfraquece a aplicação da lei e promove a impunidade. O congressista sugere que a tragédia da segurança é, em última análise, uma questão política, com raízes históricas ligadas a ideologias que supostamente infiltraram o sistema de justiça e as prisões, e conclui clamando pela restauração do equilíbrio entre os poderes e pela coragem moral para enfrentar as estruturas que protegem o crime.
O crime organizado no Brasil é descrito nas fontes como uma tragédia de segurança pública com raízes políticas, onde facções criminosas estabeleceram um estado paralelo que governa uma parcela significativa da população.
A seguir, estão os detalhes sobre a natureza, o alcance e a influência do crime organizado no Brasil, conforme as fontes:
1. Escala e Governança Criminal
O Brasil possui 88 organizações criminosas mapeadas que operam de dentro das prisões brasileiras. Dessas, 72 operam localmente, 14 regionalmente e duas transnacionalmente.
- Confronto ao Estado: Mais da metade (58%) dessas facções têm como principal atividade o confronto direto contra o estado, desafiando-o abertamente.
- Controle Territorial: Essas facções impõem regras, controlam territórios, cobram impostos e usam o terror como forma de governo.
- Governos Criminosos: Estima-se que entre 50 e 60 milhões de brasileiros—cerca de um quarto da população—vivem sob o que é chamado de governos criminosos. Este é um regime autoritário e violento que decide quem entra e quem vive, não foi eleito, não presta contas e não respeita a Constituição ou a lei.
2. Táticas de Violência e Tortura
As facções utilizam métodos extremos de violência e execução:
- Comando Vermelho (Red Command): Usa seu próprio sistema de justiça, empregando métodos de tortura e execução para punir má conduta, eliminar rivais e reprimir moradores que se opõem. Sessões de tortura são frequentemente gravadas e circuladas em grupos de mensagens como aviso à comunidade. Um método mais recente envolve tanto tortura quanto descarte de cadáveres usando jacarés.
- Vítimas da Violência: A violência gerou um aumento de 58% nas vítimas de balas perdidas no Rio de Janeiro em 2025; nos primeiros 75 dias daquele ano, 41 pessoas foram atingidas. Pessoas inocentes morrem simplesmente por estarem no lugar errado.
- Assassinato de Policiais: Em 2024, houve um aumento de 33,8% (ou 80%) nas mortes de policiais, com 170 oficiais assassinados. Além disso, 126 policiais cometeram suicídio, vítimas do abandono psicológico e da pressão constante.
- Comparação de Mortes: Em apenas dois anos, 73.190 vidas de brasileiros foram perdidas dentro do território nacional. Para dar uma perspectiva, isso é mais do que as 67.869 pessoas mortas na Faixa de Gaza durante dois anos de guerra declarada.
3. Controle Econômico e Extorsão
As facções espalham terror cobrando taxas de pequenos empresários apenas para permitir que uma loja opere, e há relatos de donos de bares e vendedores ambulantes executados por não pagarem a extorsão.
O estado paralelo controlado pelo crime vai além da extorsão: eles controlam telecomunicações, transporte, segurança, alimentação, água e até o preço do gás de cozinha.
- Expulsão de Moradores: As facções também expulsam famílias de suas casas, deixando-as desabrigadas, e alugam essas propriedades para financiar as organizações criminosas. Em Fortaleza, capital do Ceará, 219 expulsões foram registradas em 21 meses em pelo menos 49 bairros.
4. O Primeiro Comando da Capital (PCC)
O PCC é uma das facções mais poderosas da América Latina, fundada em 1993 dentro do sistema prisional de São Paulo.
- Atuação Transnacional: O PCC se transformou em uma organização criminosa transnacional, operando em 19 estados brasileiros e com presença confirmada no Paraguai, Bolívia e Colômbia.
- Estrutura e Finanças: Atualmente, o PCC movimenta bilhões de reais por ano, possuindo uma estrutura hierárquica, códigos internos, tribunais próprios e a capacidade de corromper agentes públicos ou infiltrar atividades empresariais, como postos de gasolina. É essencialmente um cartel brasileiro.
- Crimes Históricos:
- Foi responsável pela primeira execução de uma autoridade judicial pelo crime organizado no Brasil, o juiz Antonio Jose Machado, assassinado em março de 2023.
- Orquestrou o roubo histórico ao Banco Central em Fortaleza, em 2005, onde roubaram aproximadamente 165 milhões de reais após cavarem um túnel de 80 metros.
- Orquestrou ataques coordenados em São Paulo em maio de 2006, paralisando a capital com incêndios a ônibus, ataques a delegacias e rebeliões em prisões, resultando na morte de mais de 59 agentes de segurança.
5. A Captura do Estado e Impunidade
O “escândalo real” é que esse estado paralelo só existe porque o estado oficial o tolera e, muitas vezes, o financia. A tragédia de segurança pública do Brasil é vista como política, com origem em um projeto que envolveu a infiltração e tolerância ao crime, onde a “revolução é agora captura institucional”.
- Apoio Político e Prisional: Há a crença de que facções criminosas votaram em peso em um ex-presidente, pois este defende a narrativa da vitimização criminal e da demonização da polícia.
- Oposição Governamental: O governo se opôs à proposta do Congresso de classificar as facções criminosas como organizações terroristas.
- Sistema de Justiça: O sistema de justiça insiste em “fórmulas de humanização” que, na prática, funcionam como um salvo-conduto para criminosos.
- Audiências de Custódia: Introduzidas em 2015, essas audiências resultaram na libertação de aproximadamente 39,4% dos presos em flagrante até agosto de 2024, ou seja, quatro em cada dez criminosos presos em flagrante andam livremente.
- Soltura de Líderes: Mais de 30 líderes do PCC foram soltos pela porta da frente nos últimos sete anos. Um mega-traficante foi solto por decisão do Supremo Tribunal e nunca mais retornou à prisão.
- Restrições Policiais: Decisões judiciais impuseram severas restrições às operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro, exigindo autorizações extremamente burocráticas. Juízes chegaram a proibir a entrada de helicópteros policiais em favelas e o uso legítimo da força, sob o argumento de proteger os direitos humanos, enquanto os direitos humanos das vítimas são ignorados. Isso criou o ambiente perfeito para o crime organizado se reorganizar e expandir seu controle territorial.
A falta de supervisão parlamentar eficaz sobre o Judiciário (ausência de “checks and balances”) é citada como um fator que garante a impunidade, permitindo que a corrupção permaneça impune e as facções continuem a governar. O Brasil não precisa de mais leis, mas sim de justiça que obedeça à lei.
As nações e o grupo que fornecem apoio substancial ao regime de Nicolás Maduro, tornando-o “mais brutal e mais resistente,” são:
- Cuba
- A Rússia
- O Irã
- A China
- O grupo Resbolá (Hezbollah)
Todas essas nações e o grupo fornecem ativamente armas, vigilância constante e um apoio econômico substancial ao regime,.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi fundado em 1993 dentro do sistema prisional de São Paulo.
No Brasil, existem 88 organizações criminosas mapeadas que operam de dentro das prisões brasileiras.
Dessas 88, a distribuição de atuação é a seguinte:
- 72 operam localmente.
- 14 operam regionalmente.
- 2 operam transnacionalmente.
Mais da metade dessas facções (58%) têm como atividade principal o confronto direto contra o estado.

