Não houve superfaturamento no contrato de compra da vacina indiana pelo Brasil.

A negociação do governo Jair Bolsonaro com o laboratório Bharat Biotech, da Índia, para compra da vacina Covaxin tem sido utilizada por opositores para levantar acusações de superfaturamento.
covaxin

Um documento da fabricante, no entanto, deixa claro que o preço acertado com o Brasil está dentro da faixa estipulada para venda a outras nações.

No dia 24 de abril, o laboratório indiano divulgou que a vacina seria vendida para exportação a preços na faixa de US$ 15 a US$ 20 por unidade.

Foto: Divulgação

O acordo assinado pelo Ministério da Saúde, que inclui a entrega de 20 milhões de doses, foi fechado no valor total de R$ 1,614 bilhão, sendo que cada dose custa US$ 15, como noticiou a Renova.

É importante ressaltar que, até o presente momento, como a vacina ainda não recebeu o aval da Anvisa, nenhum pagamento foi efetuado pelo governo federal e, consequentemente, nenhuma dose foi enviada ao país.

Em entrevista à imprensa, nesta quarta-feira (23), o assessor especial da Casa Civil e ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, apresentou o documento e afirmou que o valor acertado pelo Brasil está dentro da normalidade:

“Para exportação, o preço varia de US$ 15 a US$ 20. Nós estamos no piso desse valor.”

Franco completou:

“Nós mostramos que o preço médio das vacinas negociadas pelo Ministério da Saúde era de US$ 11,97, pois variavam desde US$ 3,65 da vacina produzida pela Fiocruz, Oxford e AstraZeneca, até US$ 30, da vacina produzida pela Moderna.”
Fonete: https://renovamidia.com.br/relator-da-cpi-da-pandemia-ameaca-prender-onyx-lorenzoni/

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