Quem com porcos anda, farelo come e vive sujo

aliado_geddel-1Ascensão corrupta mais veloz que a do chefe, o queridinho de Caetité,   Leonardo Américo Silveira de Oliveira, foi alvo de mandado de busca e apreensão e de condução coercitiva – quando o investigado é levado para depor e liberado- da Operação Vigilante, da Polícia Federal, nesta sexta-feira (25/11).
O jovem, político promissor, Leonardo Américo, então presidente do PMDB de Caetité, estava sendo cotado a pré-candidato para vice-prefeito de Caetité na chapa de Dr. Ricardo Ladeia, quando foi abduzido  por  Geddel Vieira Lima,  um dos “Sete Anões do Orçamento”,   articulador do esquema que envolveu movimentação de R$ 100 milhões de reais na época, para ser seu assessor quando ocupava a pasta do ministério  da Secretaria de Governo de Michel Temer.  O corrupto reincidente  Geddel Vieira Lima deixou o governo nesta sexta-feira, em meio à polêmica das obras do empreendimento de alto padrão La Vue Ladeira da Barra, em Salvador, onde Geddel possui apartamento.

Leonardo Américo Silveira de Oliveira é ligado à empresa Serbem Serviços e Locações, que presta serviço de transporte escolar em Malhada de Pedras, município a cerca de 560 quilômetros de Salvador.
A ganância desses criminosos não respeitam povo simples e humilde de uma cidade que não tem 10.000 pessoas.
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É o velho ditado da vovó: “Quem com porcos anda, farelo come e vive sujo”.
O Sistema de Corrupção é o mesmo que se alastrou pelo país afora. Segundo nota do Ministério da Transparência, durante as investigações, foram identificadas fraudes em licitação, com direcionamento, para contratação de empresa vinculada a gestores municipais; superfaturamento mediante adulteração de quilometragem de linhas percorridas; e cobrança pela prestação de serviço de transporte, em dias sem atividade escolar. Em alguns casos, a quilometragem cobrada era mais do que o dobro da distância real percorrida.

Participam da ação cerca de 90 pessoas, entre policiais e auditores da CGU. Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, oito conduções coercitivas, três medidas cautelares e 15 mandados de busca e apreensão, nos municípios baianos de Malhada de Pedras, Salvador, Alagoinhas, Itagibá e São José do Jacuípe.

Os envolvidos devem responder pelos crimes de responsabilidade, fraudes em licitação, organização criminosa, além de atos de improbidade. O nome da Operação faz referência a dois aspectos: primeiro, deriva do nome da empresa utilizada pela organização criminosa, que em tupi, significa vigilante; segundo, uma alusão a órgãos de controle, que estão vigilantes quanto aos desvios de recursos públicos.

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