Não há separação entre a morte a vida

tunel_proximo_morteTodo mundo vai morrer um dia, inclusive, até eu. Iremos morrer, cheios de felicidade ou em desgraça. Feliz por ter vivido plenamente, por, na vida, ter usado somente Lacoste, carro com mais 400 cavalos, ter participado de todas as viradas de ano no Rio, ou morrer miseravelmente, sem nuca ter tido uma Nike, sem nunca ter postado nas Redes Sociais fotos viajando pela Europa ou ter tido um momento sublime na vida, como tirar um Selfie com Ivete Sangalo.

A morte é o fim! E do que temos medo? De perder os prazeres da vida: jogador de milhões, tem medo de ficar sem as celebridades vagabundas na cama; o apaixonado, tem medo de perder a porcaria que pensa que ama.

Livrar-se do que não presta como sogra, amigo falso e chefe chato, isso é fácil, mas morrer de estalo, para as coisas que gostamos e julgamos sagradas como a crença, a fé, a religião e outras idiotices, não é tão fácil assim.

Temos medo da morte, porque temos medo de ver terminar tudo de maneira rápida, sem aviso prévio: a cachaça do dia-a-dia; o prazer de ir à Igreja; imensa satisfação de humilhar os subordinados; de exercer o poder.

Para viver precisa submergir-se dos entulhos psicológicos, criados pelo homem ao longo da história.

Quando conseguirmos destruir essas nódoas espirituais; quando conseguirmos varrer essa sujeira e jogar na lixeira; quando desapegarmos dos nossos deuses, dos nossos mitos, das nossas obediências.

Quando não mais houver nadica de nada. Nenhuma raiz ideológicas em nosso espírito, então, advém a energia porreta, que nos enche de vida, de amor, de Deus ou o nome que queiramos dar. Amém?

 

About José William Vieira

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Brasileiro da Bahia que gosta de escrever. Escritor/Jornalista que gosta de abordar o cotidiano do seu ângulo de visão.

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