Tudo demais sobra, né?

Você tem filho homem e o chama de filhinho, ou de mamãe ou de queridinho? Lembre-se: ele tem nome e não é débil mental.

Você diz para seu filho: vem tomar o leitinho, vem tomar o banhozinho, venha calçar o sapatinho… Lembre-se, você está criando um filho homem e não uma filha mulher; cuidado!

Você, mãe, que beija na boca de seu filho, lembre-se: quando ele crescer vai beijar na boca das mulheres e toda vez que ele fizer isso, vai lembrar de seus beijinhos na boca, aí ele vai ter conflito, vai ficar sem saber se reprime ou aceita o prazer daquele momento que parece tão familiar e ele pode entrar em crise existencial, portanto, facilite a vida de seu filho, pare com essa frescura de selinho e eduque chamando-o pelo nome, para que ele, de cedo, desenvolva sua própria identidade, seu próprio caráter, sua própria personalidade e, quando chegar a hora de enfrentar o mundo, ele esteja pronto.

Ah, sim, se quiser extravasar esse excesso de carinho, compre um animal de estimação. Amém?

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Brasileiro da Bahia que gosta de escrever. Escritor/Jornalista que gosta de abordar o cotidiano do seu ângulo de visão.

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