Exposição com 60 peças de Leonardo Da Vinci chega a Salvador

leonardodavince“A sobrevivência dos seus  trabalhos é o melhor exemplo de resistência da genialidade humana”. É assim que o artista plástico  Juarez Paraíso define a obra secular do italiano  Leonardo Da Vinci  (1452-1519).

Nascido num vilarejo na região da Toscana, ele se aventurou por diversas áreas do conhecimento, como artes plásticas, mecânica, anatomia, hidráulica e óptica. Dessa forma,  é impossível buscar um conceito que aprisione todo o potencial criativo de Da Vinci.

Parte desse genialidade inventiva é trazida à tona na exposição Da Vinci – A Exibição, que entra em cartaz neste sábado, às 9 horas, no estacionamento externo (piso L1) do Salvador Shopping. A mostra segue até o dia 17 de janeiro de 2016 e ocupa uma área de 800 metros quadrados.

Compõem a exposição 60 peças planejadas por Da Vinci e desenvolvidas por artesãos italianos responsáveis por interpretar o antigo dialeto florentino. Elas estão distribuídas em oito salas e unidas por funcionalidade: voo, guerra, anatomia, civis, hidráulico, física e mecânica, óptica e música.

Da Vinci – A Exibição é um projeto da empresa Exhibition Club e já rodou países como Estados Unidos, Chile, Argentina e México. Além disso, os estados de Minas Gerais, Pernambuco, Ceará e Espírito Santo também já se aproximaram das engenhocas do italiano.

De acordo com Érico De Angelis, responsável pela mostra, um dos aspectos mais interessantes das obras é perceber  o teor altamente tecnológico, do ponto de vista de inventos.
“A exposição ajuda o público a entender como a cabeça de uma pessoa pode mudar o rumo da humanidade. Costumamos dizer que Da Vinci é muito à frente do seu tempo porque imaginava coisa que naquela  época [séculos 15 e 16] eram absolutamente impensáveis”.

Ele conta que Salvador entrou no roteiro da exposição por ser uma cidade repleta  de potência cultural e diversos conhecimentos. “Um dos nossos pilares é fazer  entretenimento de qualidade”, afirma.

Futuro técnico

O caráter futurista dos trabalhos de Leonardo Da Vinci é inegável. Ele se conectou com potencialidades técnicas e desenvolveu protótipos do que seriam o submarino, asa delta e helicóptero, por exemplo.

Juarez Paraíso destaca que Da Vinci não foi só um artista, mas também um  cientista. “Ele foi um grande inventor e criou prenúncios do futuro.  Tudo que ele fez serviu de referência para que alguém aprimorasse mais tarde com o auxílio de tecnologias mais avançadas e metodologias científicas”.

Os projetos que fazem parte da mostra são diversos: carro com autopropulsão (capaz de se mover sem ser empurrado),  metralhadora multidirecional (capaz de disparar rodadas de tiros ao mesmo tempo), manivela de corrente (para movimentos de cargas pesadas), piano portátil (com sistema de roldanas) e quarto de espelhos (para estudar múltiplas reflexões).

Para Érico De Angelis,  a pluralidade de Leonardo Da Vinci é tão importante que a partir da obra dele é possível entender a transição que o mundo contemporâneo vive: do analógico para o digital. “Esse período tem muita relação com a transição da Idade Média para a Moderna vivida por Da Vinci”, opina.

Além disso,  também poderão ser conferidas pelo público reproduções de clássicas pinturas de Leonardo Da Vinci, como A Última  Ceia (em proporções originais) e Monalisa.

Interatividade

Segundo Érico, um dos aspectos mais relevantes de Da Vinci – A Exibição é a possibilidade de interação entre público e peças: 44 delas podem ser manuseadas e exploradas.

“A maioria das pessoas acha que Da Vinci era um pintor. Por não se tratar de uma exposição apenas contemplativa de desenhos ou pinturas, o público fica animado”, destaca.

De acordo com ele, as crianças adoram tocar, girar e tentar entender um poucos  mais dos mecanismos esboçados há séculos. Com elas, Da Vinci sempre será contemporâneo.

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Brasileiro da Bahia que gosta de escrever. Escritor/Jornalista que gosta de abordar o cotidiano do seu ângulo de visão.

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